sábado, 31 de outubro de 2009

PERDOAR COMO CRIANÇA


Ser criança




Voltas a ser como criança


Se és princípio, inauguração, amanhecer.


Se não ocupas o teu tempo a contar a vida


Mas a comprometeres-te com ela.


Se não queres parar nem retroceder.


Se falas de projectos, de esperanças.


Se inundas tudo de Primavera.


Se ouves o futuro a chamar por ti






Voltas a ser como criança


Se não te deixas abater.


Se sabes rir de ti mesmo.


Se superas o medo e as situações ridículas.


Se reconheces ser débil, frágil.


Se detestas o fingimento e a mentira.


Se aceitas servir os irmãos.


Se não vives do passado.






Voltas a ser como criança


Se aceitas o inesperado.


Se és transparente.


Se foges das sombras e caminhas na luz.


Se desejas o infinito.


Se não desanimas perante os naufrágios da vida.


Se achas que nada é impossível.


Voltas a ser como criança.






- J.F. Moratiel

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

GRATIDÃO

Para os que não crêem, é uma excelente história



Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na esquina das ruas Yafo e Mêlech George no centro de Jerusalém.O estabelecimento estava superlotado. Logo ao entrar na pizzaria, Moshê percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma coisa - mas ele não dispunha de tanto tempo. Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu. Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe se ele aceitaria entrar na fila na sua frente. Mais do que agradecido, Moshê aceitou. Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião. Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo aterrorizador. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera. O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na pizzaria Sbarro`s... Moshê ficou branco. Por apenas dois minutos ele escapara do atentado. Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar na fila. Certamente ele ainda estava na pizzaria. Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto. Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele homem necessitava de ajuda. Mas encontrou uma situação caótica no local. A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para aumentar seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, sendo seis crianças. Cerca de outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em condições críticas. As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada. Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar de alguma forma. Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas eram socorridas por policiais e voluntários. Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda. Um dispositivo adicional já estava sendo desmontado pelo exército. Moshê procurou seu 'salvador' entre as sirenes sem fim, mas não conseguiu encontrá-lo. Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera com o israelense que lhe salvara a vida. Moshê estava vivo por causa dele. Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e, acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida. O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o aguardava. Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido levados os feridos no atentado. Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais. Ele estava ferido, mas não corria risco de vida.


Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera. Disse que faria tudo que fosse preciso por ele. Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida. Depois de alguns momentos, Moshê se despediu do rapaz e deixou seu cartão com ele. Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não deveria hesitar em comunicá-lo. Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório em Nova Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma operação de emergência. Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela delicada cirurgia fica em Boston, Massachussets. Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos dias. Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque. Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo senso de gratidão. Outra pessoa poderia ter dito 'Afinal, ele não teve intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila. Mas não Moshê. Ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor. Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo - e deixou de ir trabalhar. Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001. Moshê não estava no seu escritório no 101.º andar do World Trade Center Twin Towers. (Relatado em palestra do Rabino Issocher Frand)


'Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome.' Salmos 100:4




quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Pegadas na Areia



Uma noite eu tive um sonho...

Sonhei que estava andando na praia com o Senhor,


E através do Céu, passavam cenas de minha vida.


Para cada cena que passava, percebi pegadas na areia;


Uma era minha e a outra do Senhor.


Quando a última cena de minha vida passou diante de nós,


olhei para as pegadas na areia,


Notei que muitas vezes no caminho da minha vida


havia apenas um par de pegadas na areia.


Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis


da minha vida.


Isso aborreceu-me deveras e perguntei então ao Senhor:


- Senhor, Tu me disseste que,


uma vez que eu resolvi Te seguir,


Tu andarias sempre comigo, todo o caminho, Mas notei que nos momentos das maiores atribulações do meu viver havia na areia dos caminhos da vida, apenas um par de pegadas. Não compreendo...


Porque nas horas em que eu mais necessitava Tu me deixastes?


O Senhor respondeu: Meu precioso filho, Eu te amo e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento. Quando vistes na areia apenas um par de pegadas, foi exatamente aí que Eu te carreguei em meus Braços.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

the time

O TEMPO. Tudo tem sua ocasião própria e há tempo para todo o proposito debaixo do céu. Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de se arracar o que se plantou; Há tempo de adoecer e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de edificar; Há tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de dançar; HÁ TEMPO DE ESPALHAR PEDRAS E TEMPO DE AJUNTA-LAS; tempo de abraçar e tempo de abster-se de abraçar; Há tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora; Há tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; Há tempo de Amar e tempo de odiar; Tempo de guerra e tempo de paz.